terça-feira, 18 de julho de 2017

Agenda Cultural DF

Mostra de curtas Brasília em Plano Aberto no CCBB
FAC e CCBB apresentam: Mostra de curtas-metragens "Brasília em Plano Aberto".
Próxima sessão,dia 2 de Agosto, no CCBB, as 19h30. 

Tema: Ditaduras.
Após a sessão, tem bate papo com o cineasta Nirton Venancio, nosso convidado especial da noite, e com os cineastas convidados: Érico Monnerat, Eraldo Peres , André Dusek, Joédson Alves e André Carvalheira . Em seguida, Dj Criolina e foodbikes, animarão essa noite de celebração do cinema brasiliense.
Idealização e curadoria: Wol Nunnes.
Produção executiva e curadoria : Maurício Witczak .
Coordenação administrativa : Guinada produções (Guilherme Angelim).
Assistência de produção : Anna França.
Projeto gráfico: Cheo Gonzalez e Vinicius Veríssimo.
Teaser: Cauê Brandão.
Assessoria de Comunicação: Rodrigo Machado.
Fotografia : Leonardo Monteiro.
Tecnico de som: Rogerio Almeida.
Interpretação de Libras- Fernando Guireles.
Design de troféu e certificados: Lúcia Feitosa.
Registro Audiovisual : Boo.
Apoio: Guinada, Grupo Depois das Cinco, Boo, Território Cultural, Criolina Brasília e Fermento Comunicação e Agenda Cultural Brasília.
Entrada franca, com retirada de ingressos 30 minutos antes da sessão, na bilheteria do CCBB. 

Entre Nós – A figura humana no acervo do MASP
Mostra “Entre Nós – A figura humana no acervo do MASP” estreia em Brasília
Patrocínio do Grupo Seguradora Banco do Brasil e MAPFRE leva exposição ao CCBB DF de 18 de julho a 18 de setembro

Após temporadas com mais de 370 mil visitas nas cidades do Rio de Janeiro e Belo Horizonte, chegou a vez dos brasilienses apreciarem as obras reunidas na exposição “ENTRE NÓS – A figura humana no acervo do MASP”. Com patrocínio do GRUPO SEGURADOR BANCO DO BRASIL E MAPFRE, a mostra traz ao Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) de Brasília o acervo do MASP, um dos maiores museus da América Latina. 
 Entre os dias 18 de julho e 18 de setembro, os moradores da capital federal terão a oportunidade de conferir mais de 100 obras que contam a história e a representação do homem e da sociedade ao longo dos séculos. Artistas nacionais e internacionais compõem a exposição, como Paul Cézanne, Pablo Picasso, Amadeo Modigliani, Vicent van Gogh, Anita Malfatti, Cândido Portinari e outros mestres. A curadoria é de Rodrigo Moura e Luciano Migliaccio, ambos da equipe do MASP.
 Em Brasília, a exposição contará ainda com a presença das duas mais recentes obras adquiridas pelo MASP por meio de recursos aportados pelo GRUPO SEGURADORBANCO DO BRASIL E MAPFRE, via Lei Rouanet. As pinturas Candombe, de Pedro Figari, circa 1930, e O Artista, de Heitor dos Prazeres, 1959, passaram a integrar a coleção em abril deste ano e poderão ser apreciadas no CCBB do Distrito Federal.
             “Assegurar o acesso à cultura de forma gratuita é uma das premissas do GRUPO. Por isso, estamos muitos felizes em poder contribuir para que os brasilienses também tenham a oportunidade de ver este conjunto de obras que raramente saem do MASP e que só estavam disponíveis para visitação em São Paulo”, comenta Leonardo Mattedi, diretor geral de Administração, Finanças e Marketing do GRUPO SEGURADOR BANCO DO BRASIL E MAPFRE.
  A mostra é patrocinada por meio da Lei Rouanet e a temporada de Brasília encerra a expedição das obras pelo Brasil.

Serviço
“Entre Nós – A figura humana no acervo do MASP”
Data: 18 de julho a 18 de setembro
De terça a domingo, das 9h às 21h
Local: CCBB Brasília (SCES, Trecho 02, lote 22)
Entrada gratuita
Patrocínio: Grupo Segurador Banco do Brasil e MAPFRE


Avante Patriotas! 200 anos da Revolução Pernambuca

O Centro Cultural Câmara dos Deputados convida para a Exposição “Avante Patriotas! 200 anos da Revolução Pernambucana”
Da série Histórias não Contadas, com memória de fatos desprezados ou omitidos pela história oficial.  A entrada é franca.

Em 1817, eclodiu na Capitania de Pernambuco um dos mais importantes movimentos revolucionários do período colonial brasileiro: a Revolução Pernambucana. De cunho emancipacionista, teve, entre suas causas, a crise econômica que atingia diretamente o comércio, a forte seca que assolava a região e as despesas e exageros da Corte recém-chegada ao Rio de Janeiro, que obrigava o Governo de Pernambuco a pagar pesados impostos para custeá-la. Influenciado pelas ideias iluministas, disseminadas principalmente pela maçonaria e pelo Seminário de Olinda, o movimento ultrapassou a fase conspiratória e chegou a tomar, de fato, o poder, estabelecer um Governo Provisório e buscar apoio de outras províncias. Chegou ao fim após cerca de 75 dias, depois de sofrer dura repressão. Apesar de sua curta duração, deixou evidente o enfraquecimento do sistema colonial, que viria mais tarde a ser percebido em outros movimentos, culminando na Proclamação da Independência, em 1822.
Na exposição “Avante Patriotas! 200 anos da Revolução Pernambucana”, ovisitante poderá ver reproduções de obras raras, como o quadro “Benção das Bandeiras Republicanas”, do artista Antônio Parreiras; o retrato de D. João VI, do pintor e desenhista francês Debret; e Escrivaninha de Frei Miguelinho; além de armas, móveis e objetos referentes à revolução. As obras originais pertencem aos acervos do Ministério das Relações Exteriores e do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico, Arquivo Público Estadual e Museu da Cidade do Recife, todos do estado de Pernambuco. Além deles, também serão expostas reproduções de obras do Palácio da Redenção (PB), do Panteão da Pátria e do Ministério das Relações Exteriores.
A exposição faz parte da série Histórias não Contadas, na qual a Câmara apresenta a memória de determinados fatos desprezados ou omitidos pela história oficial. O objetivo é contribuir para que a história do Brasil não fique restrita aos circuitos acadêmicos e intelectuais, e que possa ser mais conhecida pela população.

Serviço:
Exposição:Avante Patriotas! 200 anos da Revolução Pernambucana
Data:10 de julho a 2 de agosto de 2017
Visitação:segunda a sexta, das 9h às 17h
Local:Corredor de acesso ao Plenário Ulysses Guimarães | Câmara dos Deputados – Brasília-DF
Entrada Franca

12ª Festival Taguatinga de Cinema - Inscrição
12º Festival Taguatinga de Cinema
Estão abertas as inscrições para a 12ª Edição do Festival Taguatinga de Cinema. Mostra cinematográfica, competitiva e de âmbito nacional, com realização da Associação Cultural FAÍSCA e apresentação do FAC - Fundo de Apoio à Cultura, da Secretaria de Estado de Cultural do Governo de Brasília.
A edição 2017 do Festival acontece de 1º a 4 de novembro, no Complexo Cultural Teatro da Praça, em Taguatinga, e traz como tema central: “Nossa Porção Mulher”. As inscrições seguem abertas até o dia 23 de julho, somente no site do Festival.

Com inscrição gratuita, realizadores têm até o dia 23 de julho de 2017 para enviarem seus filmes, que serão selecionados para participarem da mostra competitiva nacional do Festival. Podem ser inscritos filmes de curta metragem (até 20 minutos), tendo sido finalizados a partir de 1º de janeiro de 2015, contanto que não tenham sido selecionados para outras edições. Quaisquer gêneros (documentário, ficção, animação...) e formatos de captação e de finalização são bem-vindos, no entanto, que estejam em consonância com o tema desta edição do Festival: “Nossa Porção Mulher”. Mais informações e ficha de inscrição em: festivaltaguatinga.com.br
Criado em 1998, sob o princípio de estimular a produção de filmes independentes e roteirizados em contextos de emancipação sociocultural, o Festival Taguatinga de Cinema chega à sua 12ª Edição com a proposta divulgar e discutir filmes que tratem dos valores ditos femininos, em toda a sua amplitude. Para Janaina André, uma das organizadoras do Festival, “esta edição pretende se alinhar ao espírito do nosso tempo, contribuir para o debate sobre equidade das relações de gênero e do direito à sexualidade”, e complementa: “com o tema ‘Nossa Porção Mulher’, buscamos dar luz à amorosidade e à comunhão, respeitamos o sagrado e valorizamos a natureza”.
Por conta da linha curatorial desta edição do Festival, a produção aposta nos encontros entre mulheres, homens e LGBT’s, público que será atraído em razão da exibição de produções que questionam a opressão de gêneros e etnias, de forma a construir um ambiente democrático para a desconstrução de sistemas opressores societários e para valorizar da sabedoria do feminino e fortalecimento da luta feminista. “A participação no Festival é aberta e gratuita, contudo, não serão tolerados machismo, racismo, LGBTfobia, gordofobia ou qualquer tipo de discurso de ódio”, avisa William Alves, idealizador do Festival.
Para a mostra competitiva, serão selecionadas 24 obras. A Seleção se dará em duas etapas: - Seleção de 4 obras por voto popularonline (via internet, no “FESTIVAL TAGUATINGA DE CINEMA); - E outras 20 pela curadoria. Todos os filmes selecionados selecionados concorrerão ao Prêmio de Melhor Filme, pelo Júri Oficial, de R$ 5.000,00, Prêmio de Melhor Filme, pelo Júri Popular, de R$ 2.000,00, e Prêmio de Filme Mais Votado Online, R$1.000,00. O Júri Oficial será composto por pesquisadores e profissionais da área de cinema e vídeo.

Serviço:
12ª Festival Taguatinga de Cinema
Envio de filmes até dia 23/07/17
Mais informações e ficha de inscrição em: festivaltaguatinga.com.br














http://www.agendaculturalbrasilia.com.br

Divisão da história




Honestidade inversa


Tempo perdido atualizado!!!!


Aí complica!


sábado, 15 de julho de 2017

Não nascemos prontos...


O sempre surpreendente Guimarães Rosa dizia: "O animal satisfeito dorme". Por trás dessa aparente obviedade está um dos mais profundos alertas contra o risco de cairmos na monotonia existencial, na redundância afetiva e na indigência intelectual. O que o escritor tão bem percebeu é que a condição humana perde substância e energia vital toda vez que se sente plenamente confortável com a maneira como as coisas já estão, rendendo-se à sedução do repouso e imobilizando-se na acomodação.
A advertência é preciosa: não esquecer que a satisfação conclui, encerra, termina; a satisfação não deixa margem para a continuidade, para o prosseguimento, para a persistência, para o desdobramento. A satisfação acalma, limita, amortece.
Por isso, quando alguém diz "Fiquei muito satisfeito com você" ou "Estou muito satisfeita com seu trabalho", é assustador. O que se quer dizer com isso? Que nada mais de mim se deseja? Que o ponto atual é meu limite e, portanto, minha possibilidade? Que de mim nada mais além se pode esperar? Que está bom como está? Assim seria apavorante; passaria a idéia de que desse jeito já basta. Ora, o agradável é alguém dizer "seu trabalho (ou carinho, ou comida, ou aula, ou texto, ou música etc) é bom, fiquei muito insatisfeito e, portanto, quero mais, quero continuar, quero conhecer outras coisas".
Um bom filme não é exatamente aquele que, quando termina, nos deixa insatisfeitos, parados, olhando, quietos, para a tela, enquanto passam os letreiros, desejando que não cesse? Um bom livro não é aquele que, quando encerramos a leitura, permanece um pouco apoiado no colo e nos deixa absortos e distantes, pensando que não poderia terminar? Uma boa festa, um bom jogo, um bom passeio, uma boa cerimônia não é aquela que queremos que se prolongue?
Com a vida de cada um e de cada uma também tem de ser assim; afinal de contas, não nascemos prontos e acabados. Ainda bem, pois estar satisfeito consigo mesmo é considerar-se terminado e constrangido ao possível da condição do momento.
Quando crianças (só as crianças?), muitas vezes, diante da tensão provocada por algum desafio que exigia esforço (estudar, treinar, emagrecer etc), ficávamos preocupados e irritados, sonhando e pensando: Por que a gente já não nasce pronto, sabendo todas as coisas? Bela e ingênua perspectiva. É fundamental não nascermos sabendo nem prontos; o ser que nasce sabendo não terá novidades, só reiterações. Somos seres de insatisfação e precisamos ter nisso alguma dose de ambição; todavia, ambição é diferente de ganância, dado que o ambicioso quer mais e melhor, enquanto que o ganancioso quer só para si próprio.
Nascer sabendo é uma limitação porque obriga a apenas repetir e, nunca, a criar, inovar, refazer, modificar. Quanto mais se nasce pronto, mais se é refém do que já se sabe e, portanto, do passado; aprender sempre é o que mais impede que nos tornemos prisioneiros de situações que, por serem inéditas, não saberíamos enfrentar.
Diante dessa realidade, é absurdo acreditar na idéia de que uma pessoa, quanto mais vive, mais velha fica; para que alguém quanto mais vivesse, mais velho ficasse, teria de ter nascido pronto e ir se gastando...
Isso não ocorre com gente, mas com fogão, sapato, geladeira. Gente não nasce pronta e vai se gastando; gente nasce não-pronta e vai se fazendo. Eu, no ano 2000, sou a minha mais nova edição (revista e, às vezes, um pouco ampliada); o mais velho de mim (se é o tempo a medida) está no meu passado, não no presente.
Demora um pouco para entender tudo isso; aliás, como falou o mesmo Guimarães, "não convém fazer escândalo de começo; só aos poucos é que o escuro é claro"...


MARIO SERGIO CORTELLA, filósofo, professor da PUC-SP e autor de "A Escola e o Conhecimento: Fundamentos Epistemológicos e Políticos" (ed. Cortêz/ IPF).


http://www1.folha.uol.com.br/fsp/equilibrio/eq2809200027.htm