sábado, 7 de outubro de 2017

Roda viva: Cristovam Buarque



O Roda Viva recebe o senador Cristovam Buarque (PPS-DF) para falar sobre o conturbado momento político vigente no Brasil, entre outros assuntos. Eleito senador pelo Partido Popular Socialista do Distrito Federal (PPS-DF), o professor universitário e engenheiro mecânico por formação, Cristovam Buarque, entrou na vida política em 1995, quando eleito governador do Distrito Federal, após ganhar destaque na reitoria da Universidade de Brasília. Participam da bancada de entrevistadores o jornalista Jefferson Del Rios; Pedro Venceslau, repórter de política de O Estado de S.Paulo; Thais Bilenky, repórter de política da Folha de S.Paulo; a diretora de redação da sucursal de Brasília da revista IstoÉ, Débora Bergamasco; e Thiago Uberreich, repórter da rádio Jovem Pan.

Roda Viva: Noam Chomsky




O Roda Viva recebeu, em 1996, Noam Chomsky, professor americano e um dos mais importantes pensadores do último século.
Participaram da bancada de entrevistadores Ibsen Spartacus (Editora Abril), Alberto Dines (Unicamp), Emir Sader, Daniel Piza (Gazeta Mercantil), Sergio Augusto Pinto (Jornal O Estado de São Paulo), Breno Altman (Revista Atenção), Ibsen Costa Manso (Jornal da Tarde).


sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Cocaína: História Entre Linhas - Documentário History Channel Brasil

Cocaína: História Entre Linhas - Documentário History Channel Brasil


Maçonaria: Uma Sociedade Secreta - Documentário History Channel Brasil


Maçonaria: Uma Sociedade Secreta - Documentário History Channel Brasil


A vida medieval - History Channel

Documentário History Channel

Roda Viva - Fábio Porchat - 18/09/2017


Não nascemos prontos... Mario Sergio Cortella

Não nascemos prontos...
Mario Sergio Cortella

O sempre surpreendente Guimarães Rosa dizia: "O animal satisfeito dorme". Por trás dessa aparente obviedade está um dos mais profundos alertas contra o risco de cairmos na monotonia existencial, na redundância afetiva e na indigência intelectual. O que o escritor tão bem percebeu é que a condição humana perde substância e energia vital toda vez que se sente plenamente confortável com a maneira como as coisas já estão, rendendo-se à sedução do repouso e imobilizando-se na acomodação.
A advertência é preciosa: não esquecer que a satisfação conclui, encerra, termina; a satisfação não deixa margem para a continuidade, para o prosseguimento, para a persistência, para o desdobramento. A satisfação acalma, limita, amortece.
Por isso, quando alguém diz "Fiquei muito satisfeito com você" ou "Estou muito satisfeita com seu trabalho", é assustador. O que se quer dizer com isso? Que nada mais de mim se deseja? Que o ponto atual é meu limite e, portanto, minha possibilidade? Que de mim nada mais além se pode esperar? Que está bom como está? Assim seria apavorante; passaria a idéia de que desse jeito já basta. Ora, o agradável é alguém dizer "seu trabalho (ou carinho, ou comida, ou aula, ou texto, ou música etc) é bom, fiquei muito insatisfeito e, portanto, quero mais, quero continuar, quero conhecer outras coisas".
Um bom filme não é exatamente aquele que, quando termina, nos deixa insatisfeitos, parados, olhando, quietos, para a tela, enquanto passam os letreiros, desejando que não cesse? Um bom livro não é aquele que, quando encerramos a leitura, permanece um pouco apoiado no colo e nos deixa absortos e distantes, pensando que não poderia terminar? Uma boa festa, um bom jogo, um bom passeio, uma boa cerimônia não é aquela que queremos que se prolongue?
Com a vida de cada um e de cada uma também tem de ser assim; afinal de contas, não nascemos prontos e acabados. Ainda bem, pois estar satisfeito consigo mesmo é considerar-se terminado e constrangido ao possível da condição do momento.
Quando crianças (só as crianças?), muitas vezes, diante da tensão provocada por algum desafio que exigia esforço (estudar, treinar, emagrecer etc), ficávamos preocupados e irritados, sonhando e pensando: Por que a gente já não nasce pronto, sabendo todas as coisas? Bela e ingênua perspectiva. É fundamental não nascermos sabendo nem prontos; o ser que nasce sabendo não terá novidades, só reiterações. Somos seres de insatisfação e precisamos ter nisso alguma dose de ambição; todavia, ambição é diferente de ganância, dado que o ambicioso quer mais e melhor, enquanto que o ganancioso quer só para si próprio.
Nascer sabendo é uma limitação porque obriga a apenas repetir e, nunca, a criar, inovar, refazer, modificar. Quanto mais se nasce pronto, mais se é refém do que já se sabe e, portanto, do passado; aprender sempre é o que mais impede que nos tornemos prisioneiros de situações que, por serem inéditas, não saberíamos enfrentar.
Diante dessa realidade, é absurdo acreditar na idéia de que uma pessoa, quanto mais vive, mais velha fica; para que alguém quanto mais vivesse, mais velho ficasse, teria de ter nascido pronto e ir se gastando...
Isso não ocorre com gente, mas com fogão, sapato, geladeira. Gente não nasce pronta e vai se gastando; gente nasce não-pronta e vai se fazendo. Eu, no ano 2000, sou a minha mais nova edição (revista e, às vezes, um pouco ampliada); o mais velho de mim (se é o tempo a medida) está no meu passado, não no presente.
Demora um pouco para entender tudo isso; aliás, como falou o mesmo Guimarães, "não convém fazer escândalo de começo; só aos poucos é que o escuro é claro"...


(MARIO SERGIO CORTELLA, filósofo, professor da PUC-SP e autor de "A Escola e o Conhecimento: Fundamentos Epistemológicos e Políticos" (ed. Cortêz/ IPF), entre outros, escreve aqui uma vez por mês - http://www1.folha.uol.com.br/fsp/equilibrio/eq2809200027.htm)